Menu Primário
DEPOTzNET-index
Buscar neste Site
Artigos - Conteúdo
Notícias da Hora
Links Quentes
Galeria - Imagens
Forum de Idéias
FAQs & Dicas
Download Externo
Menu Secundário
Download Direto
Multibuscador
Provedores Brasil
Biblioteca
Fonts/Letras
Jogos Online
Palm Software
Som/Musica
Letras de Musicas
Saúde Online
Cartões Postais
Menu Terciário
Envie a seu Link
Envie a sua Notícia
Envie o seu Artigo
DEPOTzNET / SAUDE
- INTOXICAÇÕES POR METAIS PESADOS 
Chumbo (Saturnismo):

O chumbo é um dos metais mais presentes na Terra, e pode ser encontrado, praticamente, em qualquer ambiente ou sistema biológico, inclusive no homem. As principais fontes de contaminação ocupacional e/ou ambientar são as atividades de mineração e industriais, especialmente fundição e refino. A exposição ocupacional ao chumbo inorgânico provoca, em sua grande maioria, intoxicação a longo prazo, podendo ser de variada intensidade.

A contaminação do organismo pelo chumbo depende das propriedades físico-químicas do composto, da concentração no ambiente, do tempo de exposição, das condições de trabalho (ventilação, umidade, esforço físico, presença de vapores, físicas, hábitos, etc.).

As principais atividades profissionais em que ocorre exposição ao chumbo são: fabricação e reforma de baterias; indústria de plásticos; fabricação de tintas; pintura a pistola / pulverização com tintas à base de pigmentos de chumbo; fundição de chumbo, latão, cobre e bronze; reforma de radiadores;manipulação de sucatas; demolição de pontes e navios; trabalhos com solda; manufatura de vidros e cristais; lixamento de tintas antigas; envernizamento de cerâmica, fabricação de material bélico à base de chumbo; usinagem de peças de chumbo; manufatura de cabos de chumbo; trabalho em joalheria,dentre outros.

Observação: Em gráficas que possuem equipamentos obsoletos(linotipos),também pode ocorrer a contaminação. As intoxicações por chumbo podem causar danos aos sistemas sangüíneo, TGI, TGU, SNC e, em menor extensão, ao SNP. O contato com os compostos de chumbo pode ocasionar dermatites e úlceras na epiderme.

Sinais e sintomas na intoxicação crônica: cefaléia, astenia, cansaço fácil,alterações do comportamento (irritabilidade, hostilidade, agressividade,redução da capacidade de controle racional), alterações do estado mental (apatia, obtusidade, hipoexcitabílidade, redução da memória), alteração da habilidade psicomotora, redução da força muscular, dor e parestesia nos membros. São comuns as queixas de impotência sexual e diminuição da libido.Hiporexia, epigastralgia, dispepsia, pirose, eructação e Orla Gengival de Burton. Dor abdominal aguda, às vezes confundida com abdome agudo, podem ser sintomas de intoxicação crônica por chumbo. Modificação da freqüência e do volume urinário, das características da urina, aparecimento de edema e hipertensão arterial. As intoxicações agudas por sais de chumbo são raras e, em geral, acidentais. Caracterizam-se por náuseas, vômitos, às vezes de aspecto leitoso, dores abdominais, gosto metálico na boca e fezes escuras.

Procedimentos: Estabelecido o nexo pela avaliação clínico - ocupacional, os casos devem ser notificados nos instrumentos do SUS e encaminhados para a rede de referência para atendimentos especializados, quando necessário. Caso o trabalhador intoxicado tenha carteira de trabalho assinada, deverá ser solicitada a emissão da CAT pela empresa, sendo o médico responsável pelo preenchimento do LEM. A investigação da situação que ocasionou a intoxicação

deverá ser realizada e, a partir de então, deverão ser desencadeadas as medidas de controle.


Mercúrio (Hidrargirismo):

O Mercúrio e seus compostos tóxicos (mercúrio metálico ou elementar, mercúrio inorgânico e os compostos orgânicos) ingressa no organismo por inalação, por absorção cutânea e por via digestiva. As três formas são tóxicas, sendo que cada uma delas possui características toxicológicas próprias.

O mercúrio metálico é utilizado principalmente em garimpos, na extração do ouro e da prata, em células eletrolíticas para produção de cloro e soda, na fabricação de termômetros, barômetros, aparelhos elétricos e em amalgamas para uso odontológico. Os compostos inorgânicos são utilizados principalmente em indústrias de compostos elétricos, eletrodos, polímeros sintéticos e como agentes antissépticos. Já os compostos orgânicos são utilizados como fungicidas, fumigantes e inseticidas.

Assim, os trabalhadores expostos são aqueles ligados à extração e fabricação do mineral, na fabricação de tintas, barômetros, manômetros, termômetros, lâmpadas, no garimpo, na recuperação do mercúrio por destilação de resíduos industriais, etc. Vale o registro de casos de intoxicação no setor saúde, especificamente na esterilização de material utilizado em cirurgia cardíaca, e, também, no setor odontológico.

Os vapores de mercúrio e seus sais inorgânicos são absorvidos principalmente pela via inalatória, sendo que a absorção cutânea tem importância limitada. Volatilidade e transformação biológica fazem do mercúrio um dos mais importantes tóxicos ambientais. Ou seja, o mercúrio lançado na atmosfera pode precipitar-se nos rios e, através da cadeia biológica, transformar-se em metilmercúrio, que irá contaminar os peixes.

O mercúrio é um metal que se une a grupos sulfidrilos - SH. Assim, várias são as enzimas que podem ser inibidas por este metal, resultando em bloqueios de diferentes momentos metabólicos. Sua principal ação tóxica se deve à sua ligação com grupos ativos da enzima Monoaminooxidase (Mao), resultando no acúmulo de serotonina endógena e diminuição do ácido 5-hidroxindolacético, com manifestações de distúrbios neurais.

O mercúrio é irritante para pele e mucosas, podendo ser sensibilizante. A intoxicação aguda afeta os pulmões em forma de pneumonite intersticial aguda, bronquite e bronquiolite. Tremores e aumento da excitabilidade podem estar presentes, devido à ação sobre o SNC. Em exposições prolongadas, em baixas concentrações, produz sintomas complexos, incluindo cefaléia, redução

da memória, instabilidade emocional, parestesias, diminuição da atenção, tremores, fadiga, debilidade, perda de apetite, perda de peso, insônia, diarréia, distúrbios de digestão, sabor metálico, sialorréia, irritação na garganta e afrouxamento dos dentes. Pode ocorrer proteinúria e síndrome nefrótica. De maneira geral, a exposição crônica apresenta quatro sinais, que se destacam entre outros: gengivite, sialorréia, irritabilidade, tremores.

Procedimento: Havendo suspeita de intoxicação por mercúrio, os trabalhadores devem ser encaminhados ao serviço especializado em Saúde do Trabalhador, para monitoramento e tratamento especializado. Caso o trabalhador intoxicado tenha carteira de trabalho assinada, deverá ser solicitada a emissão da CAT pela empresa, sendo o médico responsável pelo preenchimento do LEM. O caso deverá ser notificado nos instrumentos do SUS. A investigação da situação que ocasionou a intoxicação deverá ser realizada, e, a partir de então, deverão ser desencadeadas as medidas de controle.


Solventes Orgânicos:

Solvente orgânico é o nome genérico atribuído a um grupo de substâncias químicas líquidas à temperatura ambiente, e com características físico-químicas (volatilidade, lipossolubilidade ) que tornam o seu risco tóxico bastante variável. Os solventes orgânicos são empregados como solubílizantes, dispersantes ou diluentes, de modo amplo em diferentes processos industriais (pequenas, médias e grandes empresas), no meio rural e em laboratórios químicos, como substâncias puras ou misturas.

Neste grupo químico estão os hidrocarbonetos alifáticos (n-hexano e benzina), os hidrocarbonetos aromáticos (benzeno, tolueno, xileno), os hidrocarbonetos halogenados (di/ tri/ tetracioroetileno, monociorobenzeno, cioreto de metileno), os álcoois (metanoi, etanoi, isopropenoi, butanoi, álcool amílico), as cetonas (metil isobutilcetona, ciciohexanona, acetona) e os ésteres (éter isopropílico, éter etífico).

Ocupacionalmente as vias de penetração são a pulmonar e cutânea. A primeira é a mais importante, pois, ao volatilizar-se, os solventes podem ser inalados pelos trabalhadores expostos e atingir os alvéolos pulmonares e o sangue capilar. Havendo penetração e, consequentemente, biotransformação e excreção, os efeitos tóxicos destas substâncias no nível hepático, pulmonar, renal, hemático e do sistema nervoso podem manifestar-se, favorecidos por fatores de ordem ambientar (temperatura), individual (dieta, tabagismo, etilismo, enzimáficos, peso, idade, genéticos, etc.), além da comum interação entre os diversos solventes na maioria dos processos industriais.


Benzenismo:

Benzenismo é o nome dado às manifestações clínicas ou alterações hematológicas compatíveis com a exposição ao benzeno.

Os processos de trabalho que expõem trabalhadores ao benzeno estão presentes no setor siderúrgico, nas refinadas de petróleo, nas indústrias de transformação que utilizam o benzeno como solvente ou nas atividades onde se utilizem tintas, verniz, selador, thiner, etc.

Os sintomas clínicos são pobres, mas pode haver queixas relacionadas às alterações hematológicas, como- fadiga, palidez cutânea e de mucosas, infecções freqüentes, sangramentos gengivais e epistaxe. Pode encontrar-se sinais neuropsíquicos como astenia, irritabilidade, cefaléia e alterações da memória.

O benzeno é considerado uma substância mielotóxíca, pois, nas exposições crônicas, atua sobre a medula óssea, produzindo quadros de hipopiasia ou de dispiasia. laboratorialmente, estes quadros poderão se manifestar através de mono, bi ou pancitopenia, caracterizando, nesta última situação, quadros de anemia aplástica. Ou seja, poderá haver redução do número de hemácias e/ou leucócitos e/ou plaquetas. Vários estudos epidemiológicos demonstram a relação do benzeno com a leucemia mielóide aguda, com a leucemia mielóide crônica, com a leucemia linfocítica crônica, com a doença de Hodking e com a hemoglobinúria paroxísfica noturna.

Procedimento: Estabelecer o nexo causal através da investigação clínico-ocupacional, fazer no mínimo dois hemogramas com contagem de plaquetas e reticulócitos em intervalo de 15 dias, dosar ferro sérico, capacidade de ligação e saturação do ferro e, ainda, duas amostras de fenol urinário, uma ao final da jornada e outra antes da jornada (no momento da consulta). Caso o trabalhador intoxicado tenha carteira de trabalho assinada, deverá ser solicitada a emissão da CAT pela empresa, sendo o médico responsável pelo preenchimento do LEM. O caso deverá ser notificado nos instrumentos do SUS. A investigação da situação que ocasionou a intoxicação deverá ser realizada e, a partir de então, deverão ser desencadeadas as medidas de controle.


Cromo:

As maiores fontes da contaminação com cromo no ambiente de trabalho são as névoas ácidas. A exposição acontece principalmente nas galvanopiastias (cromagem); na indústria do cimento; na produção de ligas metálicas; soldagem de aço inoxidável; na produção e utilização de pigmentos na indústria têxtil, de cerâmica, vidro e borracha; na indústria fotográfica e em curtumes. Os compostos de cromo podem ser irritantes e alérgenos para a pele e irritantes das vias aéreas superiores.

Os sintomas associados a intoxicação são: prurido nasal, rinorréia, epistaxe, que evoluem com ulceração e perfuração de septo nasal; irritação de conjuntiva com lacrímejamento e irritação de garganta; na pele observa-se prurido cutâneo nas regiões de contato, erupções eritematosas ou vesiculares e ulcerações de aspecto circular com dupla borda, a externa rósea e a interna escura (necrose), o que lhe dá um aspecto característico de "olho de pombo"; a irritação das vias aéreas superiores também pode manifestar-se com dispnéia, tosse, expectoração e dor no peito. O câncer pulmonar é, porém, o efeito mais importante sobre a saúde do trabalhador.

Procedimento: Havendo suspeita de intoxicação por cromo, os trabalhadores devem ser encaminhados ao serviço especializado em saúde do trabalhador para monitoramento biológico - pesquisa do cromo no sangue e tecidos - e tratamento especializado. Uma vez detectada a presença do cromo no ambiente, se não houver segurança quanto ao limite legal para duração da exposição, a vigilância ou os trabalhadores podem pedir a verificação do nível de exposição. Os trabalhadores com intoxicação devem ser acompanhados por longos períodos, uma vez que o câncer pulmonar desenvolve-se 20 a 30 anos após a exposição. Caso o trabalhador intoxicado tenha carteira de trabalho assinada, deverá ser solicitada a emissão da CAT pela empresa, sendo o médico responsável pelo preenchimento do LEM. O caso deverá ser notificado nos instrumentos do SUS. A investigação da situação que ocasionou a intoxicação deverá ser realizada e, a partir de então, deverão ser desencadeadas as medidas de controle.

 

Busca em Revistas Médicas
Outros Links de Saúde
Dermatologia.net
Angiologia Geral
O Corpo Humano 1
O Corpo Humano 2
Anatomia Humana
Diabetes Brasil
Online Biology Book
Biology / Respiration
Saúde Gratuita
ViaMed.com.br
ABC da Saúde
Bem Estar na Web
Saúde Na Internet
MedOnline
MedPress
Nutrição Em Pauta
Odontológica
Ergonomia.com.br
Fiocruz.br
CINAEM
CNPq
BIREME
FEPAPEM
Atualização Médica
FLASSES
Sexologia - WAS
Mental Help
Medlinks.com.br
Sexualidade - CEPCoS
DoctorBBS
Revista Catharsis
Narcóticos Anônimos
Alcoolicos Anônimos
AGAB - Biomedicina
Psicologia Online
NetPsi - Drogas
Psiqweb.med.br
Psicoway.com.br
SaudeTotal.com
Medline Grátis
NLM - USA
Farmácia Online
Fisioterapia.com.br
Odontologia.com.br
Fonoaudiologia.com
Psicologia.org.br
Psicologia-Online.org.br
Odontologia.com
Revista Nursing (Br)
NursingWorld.org
NeuroPsicosite.psc.br
Compuland / Anatomia
Guia Médico Brasileiro
Hemodinâmica
UNL / Medicina
Web Cardio - UnB
Web Médicos
Cardiol.br
Who Named It?
Ausculta Online
Trauma & Tratamento
Trends-in-Medicine.com